“Visão sem ação é um devaneio.
Ação sem visão é um pesadelo.”
(Provérbio japonês)
Como eu sou fã de diversões e dentro do possível, brincar com as desgraças da vida, vou tentar relatar algumas das coisas divertidas também, porque elas existiram.
De criança, já relatei sobre as brincadeiras na rua, minhas habilidades masculinas e etc.
Na adolescência, a arte era o handball, que eu não era genial, mas defendia bem as boladas da Ana Alice, um 2x2 na versão feminina.
Tem algo que me acompanha desde a tenra idade, que é a habilidade de cantar mal e alterar qualquer letra de música que eu goste. Ah, sou boa nisso! tem sempre uma palavra que eu entendo errado e muda todo o sentido da frase musical....hahahaha
Bom, era divertido as meninas do colégio virem até minha casa ( o legal era não ter um adulto para atrapalhar nossas diversões) e a gente poder cantar, teve uma vez que fizemos batata frita e morremos de rir de tanta trapalhada na cozinha. Outra coisa era poder andar pelas ruas, ver os meninos bonitos, olhar as placas dos carros e saber que 00(ele me ama), 99(eu amo ele) (assim mesmo!), 88( vai ter beijo), - não nessa ordem, mas tinha esse efeito, ver placas de carros. Contar nossas infantilidades como algo muito especial. A gente era inocente demais...
Aos 16 fui com minha melhor amiga, Jane, e sua família, para a praia e foi o acontecimento mais feliz daquela época. Um pouco antes disso, eu gostava muito da idéia de chamar a mãe da Jane, D.Kika, de mãe. Ela era tão gentil comigo, me chamava de " meu bem" e me beijava, o que era raro acontecer comigo.
O mar me transmitia um poder e um fascínio inigualáveis. Nessa fase descobri o apreço de sentir o frescor da manhã, que é minha parte preferida do dia. Adoro essa sensação de recomeço que a manhã traz, junto com o silêncio e o nascer do sol.
Tenho também boas lembranças de longas caminhadas com a Soninha. A gente era feliz mesmo com o pouco que tinha. Talvez por desconhecer as coisas que poderíamos ter. Nossos sonhos tão doces e tão longe do que temos hoje!
Tenho que admitir que não era muito divertida minha vida, mas dava para ter ilusões...

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