segunda-feira, 30 de agosto de 2010

As Brumas de Avalon


“A grande finalidade da vida não é o conhecimento, mas ação."
(Thomas Huxley)




Meus dias com a leitura e um universo que faz a imaginação tirar o peso das insanidades da vida moderna.
É delicioso poder se envolver na estória e algumas vezes até sentir cheiros e ter o paladar aguçado pelo que está sendo relatado por lá.
Lendo "As Brumas de Avalon", consigo imaginar como seria a Morgana das Fadas, Artur, Lancelote, Gwenhwyfar (Guinevere), a Senhora do Lago e Merlim, bem como como seria o Solstício de verão, o Grande Casamento nas fogueiras de Beltane (celebrando a Fertilidade em geral), a Grande Deusa e todos os detalhes da Bretanha, de Gales do Norte, Glastonbury e ainda, de Camelot. O paganismo versus o cristianismo.
Ainda que fossem povos acostumados as guerras e a viver com os recursos que a terra dá, é interessante observar que a escritora possa trazer tão vivamente aquele período anglo-saxão, com tanta criatividade e apresentar os sentimentos que expressam a natureza humana de forma tão atual.
Marion Zimmer Bradley é a autora dessa obra,  1930- 1999, foi uma americana que resgatou em suas obras, o papel feminino na Humanidade, o que por um longo período pareceu nunca ter existido.


Aqui algumas informações sobre o Matriarcado na história da Humanidade, através de informações da Wikipédia:
Sociedade matriarcal é um termo aplicado às formas ginecocráticas de sociedade, nas quais o papel de liderança e poder é exercido pela mulher e especialmente pelas mães de uma comunidade.[1] A etimologia de matriarca deriva do grego mater ou mãe e archein (arca) ou reinargovernar.

"Deusa-cobra" cretense
Apesar de fontes arqueológicas confirmarem amplamente a existência de divindades femininas, a realidade de uma sociedade matriarcal é por vezes contestada. A possível existência foi inicialmente sugerida no século XIX, em 1861, quando o arqueólogo britânico Sir Arthur Evans descobriu a civilização minóica e afirmou tratar-se de uma sociedade matriarcal. Essa afirmaçao foi enfatizada por outras pesquisas arqueológicas quando os pesquisadores da chamada Era do Gelo (40.000 - 10.000 a.C.) descobriram grande quantidade de estátuas femininas conhecidas como vênus e identificaram-nas como representações de deusas-mãe.
Uma das mais conhecidas representações é a Vênus de Willendorf. Alguns sugerem que a corpulência representa um elevado estatuto social numa sociedade caçadora-recolectora e que, além da óbvia referência à fertilidade, a imagem podia ser também um símbolo de segurança, de sucesso e de bem-estar. Para os antigos, que viviam dependentes da agricultura e dos ciclos da natureza, a fertilidade proveniente da natureza era a idéia mais imediata da divindade generosa que fornecia frutos, e a fertilidade feminina é por isso associada à divindade. Na mitologia antiga são consagrados também os mitos femininos das deusa-mãevalquíriaseríniasharpias e a deusa da sabedoria, inteligência e da guerra, a deusa Atena,[2] entre muitos outros. As sacerdotisas (Diotima de Mantinea) ou pitonisas, asamazonas ou mulheres guerreiras, matemáticas (Hipátia de AlexandriaTheano) constituem exemplos de figuras femininas da sociedade grega.


O conhecimento é um privilégio!



quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Desabafo


“Toda alegria é uma vitória, e uma vitória é uma vitória, por menor que seja." (Robert Browing)



Algumas vezes eu preciso simplesmente escrever para poder liberar um pouco a energia represada em meu coração e cérebro.
Tenho somatizado inúmeras vezes o que não posso resolver e a conseqüência disso se reflete certamente no aumento de peso.
Estou um pouco cansada de tentar me sentir parte deste mundo que tem me recusado informal, mas decisivamente. Ou será, o contrário!
Uma coisa é certa, eu não consigo me conformar em não poder estar entre os que estudam, ouvem músicas e comentam fatos corriqueiros, mas de alguma importância (nem estou falando daqueles seres fenomenais, que fazem bom uso do raciocínio e da lógica e discutem sobre atualidades). Só não quero me acomodar e não saber das novidades, ver o dia passar em frente a TV ou deitada no sofá ou mesmo tendo aquelas conversas com os vizinhos, sobre o tempo ou sobre o que aconteceu na novela. Quero ler, escrever, digitar, cantar, caminhar, comer, conversar, e que essas coisas me deixem feliz. Se não for pedir muito, ter alguém legal para compartilhar dessas atividades também. É estou me sentindo sempre sozinha, pode concluir isso que é a mais pura verdade.
Vou parar por enquanto, pois tenho que fazer aquelas coisas que os mortais fazem: tomar banho, lavar o cabelo e etc...
Preciso tanto me sentir melhor!
Acho que terei que mudar minhas táticas..aha ai que dor!






segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Reciclagem

“A natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra. Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente. Nenhum o estraga, nenhum o rói, exceto o homem."
(Monteiro Lobato)





Pessoas e seus universos




“Auto-conhecimento é o grande poder pelo qual nós compreendemos e controlamos nossas vidas."
(Vernon Howard)




Tenho feito algumas tentativas para voltar a trabalhar e tendo preenchido um cadastro para Pesquisas da Fipe, fui chamada para participar de uma Pesquisa do Instituto Unibanco que auxilia escolas estaduais da periferia, a promover melhorias nas ditas escolas, com a participação da comunidade. Trata-se de uma parceria da Fipe, USP e do Instituto. Assim, foram montadas equipes de aplicadores de questionários, que visam (os questionários), conhecer o público do ensino .

Certamente o dinheiro me atraiu primeiramente, mas ao ser informada do objetivo, fiquei bastante interessada em conhecer esses adolescentes, pois a única referência que tenho , é do meu próprio  tempo de estudante, o que me deixou, no mínimo curiosa.
A cidade de Guarulhos é realmente grande e o lugar para o qual fui designada, fica a 40 minutos da minha casa, o que não deveria ser tão discrepante,mas foi.
Sempre me sinto um pouco culpada pela extrema pobreza que algumas pessoas experimentam, mas essa experiência me mostrou algo além disso. Sei que acaba virando um círculo vicioso, mas é muito triste ver pessoas que tem pouquíssima chance de serem bem sucedidas no futuro. E eu não estou falando de médicos, engenheiros, arquitetos ou advogados; falo de pessoas que consigam ter uma formação mínima e poder viver com dignidade.
Experimentei fatos tais como: não conseguiram ler o conteúdo do questionário,
Não sabiam, em grande maioria, o que é um salário remunerado;
Não conseguiam fazer o cálculo de quantas horas trabalhavam por semana;
Uma aluna me perguntou o que era forno de microondas;
A maioria é indisciplinada e alguns falam com desrespeito com o professor e tratam-se entre eles, aos “palavrões”. Fiquei chocada!
Cerca de 70% não conseguiu terminar de responder ao questionário, por demora em entender as questões.
Meninos e meninas que estão quase certamente destinados a formarem famílias tão deficientes quanto eles próprios. Quase nenhum deles tem a percepção de que precisam se esforçar, ler e se interessar, se quiserem ter uma vida um pouco mais digna.
Nota-se o círculo: família desestruturada, ausência de amor, alimentação deficiente, disciplina inadequada e falta de exemplos, estímulos e conscientização. E alguns já são pais e mães, iniciando novo triste ciclo.
Eu sinceramente não sei como iniciar uma mudança, mas me entristeço por achar que essas coisas estão longe de serem resolvidas de uma forma satisfatória. A boa notícia é que alguns países conseguiram reverter essa situação e espero que tenhamos a sabedoria para iniciar o quanto antes.
Tenho algumas teorias de por que essas situações acontecem, mas é triste também, por outro lado, ver tanta gente gastando tanto com coisas tão inúteis, enquanto que alguns não tem nem mesmo direito a dignidade. E olha que eu não estou falando em abandonar o conforto, somente em extirpar os excessos.
Que tenhamos sabedoria!



Morte - assunto delicado






“Não podemos mudar coisa alguma a menos que a aceitemos."
(Carl G. Jung)



 Em geral as pessoas evitam falar sobre o assunto morrer e morte.
Talvez seja meio mórbido da minha parte, mas sempre tive curiosidade em falar e ouvir  sobre o assunto.
Agora chegou a minha vez de pensar a respeito, já que estou na casa dos cinqüenta e a proximidade da morte já ronda meus pensamentos. Algumas vezes de modo depressivo, algumas por saber que é o caminho de todos nós e que exige muito desprendimento.
A vida é celebrada e cada etapa tem seus brilhos, decepções e aprendizados.
Eu me lembro da energia, da vontade de subir em coisas e lugares, da necessidade de conhecimento das novidades.
Hoje olho no espelho e me sinto perdendo a vitalidade, os músculos e ossos não respondem da mesma forma e com a mesma força e tudo o que mais desejo é não sentir dor. Elas já aparecem, pois tenho me exercitado pouco, engordo e emagreço, num vai e vem assustador. A menopausa anuncia o começo do fim e um aumento abdominal já se pronuncia, sem que eu consiga segurar como antes. Os cabelos teimam em ficar cada vez mais brancos e nem a tintura consegue vencê-los tão bem. O raciocínio falha, o controle remoto e as novidades eletrônicas começam a ficar mais difíceis de entender e eu começo a gostar de fazer tricô. Tem também a maior necessidade de ter os pés cobertos, pois quando esfriam, demoram demais para aquecerem e isso custa muitas horas de sono. As mãos já não têm a pele lisa e o rosto já perdeu a vitalidade da juventude.
Em várias situações, percebo que estou “passada” para fazer certas coisas, embora, falsamente, as pessoas digam que a gente pode tudo, que o importante é ter a mente jovem. Na prática é um pouco diferente.
Já não tenho paciência para locais e pesssoas barulhentas; certos assuntos me aborrecem, por saber que não vão levar a lugar algum. Não tenho mais coragem para fazer diversas coisas, prefiro a prudência e quero ir devagar e saborear as coisas que gosto: música, passeios, comer, cozinhar, ler, estudar e conversar.
Tenho alguns temores tais como: não poder mais ver minha filha, não ter o aconchego da minha casa e cama que eu adoro, não poder comer as coisas que gosto e principalmente sentir dor, frio ou fome (mas como essas sensações são do corpo físico, quem sabe sejam dispensáveis).
Se acaba aqui, é um disperdício, mas valeu pelo conforto, conhecimento e relacionamentos que eu conquistei.
Se continua em algum lugar e de alguma forma, espero poder encontrar as pessoas que me foram caras, nesta ou em outras vidas e prosseguir nessa outra etapa da melhor forma possível.
Se prosseguir e não for possível reencontrar afetos e desafetos, que seja interessante e que pelo menos eu tenha energia para novos conhecimentos e possibilidades.
É pouco provável que alguém leia meu blog, mas se houver e quiser fazer perguntas ou colocações, sejam quais forem, acho interessante abordar esse assunto.
Quando eu for embora, não quero enterro, nem velório. Acho um sofrimento totalmente desnecessário. Quem puder, pense em mim com carinho, transmita desejos sinceros de paz e tranqüilidade. Se houver respeito pelo meu corpo e ele for útil, a doação de órgãos poderá ser feita com toda a minha aprovação. Caso contrário, concordo com a cremação e, se necessário um período de espera, que o ambiente tenha música clássica, suave e com baixo volume.
Já nasci, cresci, vivi quase todas as fases, gostaria ainda de experimentar ser avó, mas deixar a vida da Terra, é inevitável, portanto, que seja suave!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Tradução de "Nothing gold can stay" R. Frost


“Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."
(Albert Schwweitzer)





“Nada pode permanecer dourado”
                    Robert Frost

O primeiro verde da natureza é dourado
Sua cor mais difícil de manter
Sua nova folha é uma flor
Mas somente por uma hora
Então folhas rendem-se a novas folhas
Assim o Paraíso afundou no pesar
Assim a madrugada cede lugar ao dia
Nada pode permanecer dourado.



Sobre Lula, Bruno, Nardonis e outros

“ A abelha atarefada não tem tempo para a tristeza."
(William Blake)







Hoje me dei conta de algo que me incomoda em algumas situações.
Realmente não gosto do fato de ouvir falar mal deste ou daquele governante, da pessoa que está sendo alvo no momento, nem mesmo das mensagens de email que tão bem retrata essas situações.
Não quero dizer que não rio de algumas delas, mas na verdade acho que todos nós temos qualidades suficientes para criar fatos engraçados e pitorescos, sem que sejam tão desrespeitosos.
Não me agrada, por exemplo, receber um email falando mal do Lula, porque não tenho nenhuma condição de fazer o trabalho dele melhor do que ele faz. As críticas devem ser bem vindas, mas que sejam construtivas.
O mesmo se aplica ao Dunga, ao goleiro Bruno, os Nardoni, a Dilma e o Serra, etc. Em nenhum momento eu acho que não devemos refletir sobre os acontecimentos, criticá-los ou emitir uma opinião à respeito. Só considero os exageros como uma extrapolação dos limites de liberdade de expressão.
Quando recebo tais emails, leio e deleto. É minha forma de não passar adiante aquilo que considero como  nada proveitoso para alguém.
Eu adoro mensagens de bom humor, piadas que são generalizadas, as que falam mal de argentinos, por exemplo, mas nada que seja tão desrespeitoso a ponto de ofender diretamente esta ou aquela pessoa.
Outra coisa que me incomoda profundamente são esses programas humorísticos que são um lixo, ao meu ver, tais como "Pânico", "CQC", cujas brincadeiras extrapolam a todo momento e mostram que a educação está indo  para o fundo do poço.
E outro dia ainda ouvi a frase: "Se cair no gosto popular é porque é bom." Como falta educação e cultura nesse país. Isso me entristece profundamente, porque respeito é bom e eu gosto!

Sorry about that but it is my real opinion.

domingo, 1 de agosto de 2010

Frases

"A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar."  
(Martin Luther King)

"O amor não prospera em corações que se amedrontam  com as sombras." 
[William Shakespeare ]






Chawton- Jane's Austen House (Museum)- UK






Não quero que as pessoas sejam muito gentis; pois tal poupa-me o trabalho de gostar muito delas.
Jane Austen

Muitas vezes perdemos a possibilidade de felicidade de tanto nos prepararmos para recebê-la. Por que então não agarrá-la toda de uma vez?
Jane Austen

A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinónimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho relaciona-se mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós.
Jane Austen