“A grande finalidade da vida não é o conhecimento, mas ação."
(Thomas Huxley)
Meus dias com a leitura e um universo que faz a imaginação tirar o peso das insanidades da vida moderna.
É delicioso poder se envolver na estória e algumas vezes até sentir cheiros e ter o paladar aguçado pelo que está sendo relatado por lá.
Lendo "As Brumas de Avalon", consigo imaginar como seria a Morgana das Fadas, Artur, Lancelote, Gwenhwyfar (Guinevere), a Senhora do Lago e Merlim, bem como como seria o Solstício de verão, o Grande Casamento nas fogueiras de Beltane (celebrando a Fertilidade em geral), a Grande Deusa e todos os detalhes da Bretanha, de Gales do Norte, Glastonbury e ainda, de Camelot. O paganismo versus o cristianismo.
Ainda que fossem povos acostumados as guerras e a viver com os recursos que a terra dá, é interessante observar que a escritora possa trazer tão vivamente aquele período anglo-saxão, com tanta criatividade e apresentar os sentimentos que expressam a natureza humana de forma tão atual.
Marion Zimmer Bradley é a autora dessa obra, 1930- 1999, foi uma americana que resgatou em suas obras, o papel feminino na Humanidade, o que por um longo período pareceu nunca ter existido.
Aqui algumas informações sobre o Matriarcado na história da Humanidade, através de informações da Wikipédia:
Sociedade matriarcal é um termo aplicado às formas ginecocráticas de sociedade, nas quais o papel de liderança e poder é exercido pela mulher e especialmente pelas mães de uma comunidade.[1] A etimologia de matriarca deriva do grego mater ou mãe e archein (arca) ou reinar, governar.
Apesar de fontes arqueológicas confirmarem amplamente a existência de divindades femininas, a realidade de uma sociedade matriarcal é por vezes contestada. A possível existência foi inicialmente sugerida no século XIX, em 1861, quando o arqueólogo britânico Sir Arthur Evans descobriu a civilização minóica e afirmou tratar-se de uma sociedade matriarcal. Essa afirmaçao foi enfatizada por outras pesquisas arqueológicas quando os pesquisadores da chamada Era do Gelo (40.000 - 10.000 a.C.) descobriram grande quantidade de estátuas femininas conhecidas como vênus e identificaram-nas como representações de deusas-mãe.
Uma das mais conhecidas representações é a Vênus de Willendorf. Alguns sugerem que a corpulência representa um elevado estatuto social numa sociedade caçadora-recolectora e que, além da óbvia referência à fertilidade, a imagem podia ser também um símbolo de segurança, de sucesso e de bem-estar. Para os antigos, que viviam dependentes da agricultura e dos ciclos da natureza, a fertilidade proveniente da natureza era a idéia mais imediata da divindade generosa que fornecia frutos, e a fertilidade feminina é por isso associada à divindade. Na mitologia antiga são consagrados também os mitos femininos das deusa-mãe, valquírias, erínias, harpias e a deusa da sabedoria, inteligência e da guerra, a deusa Atena,[2] entre muitos outros. As sacerdotisas (Diotima de Mantinea) ou pitonisas, asamazonas ou mulheres guerreiras, matemáticas (Hipátia de Alexandria, Theano) constituem exemplos de figuras femininas da sociedade grega.
O conhecimento é um privilégio!







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