sábado, 11 de fevereiro de 2012

Saudade


Hoje eu acordei com saudade de você.
Fiquei triste em lembrar como me sentia feliz em encontrá-lo, e dos poucos momentos que desfrutávamos juntos.
Lembrei principalmente do seu sorriso, da nossa intimidade e de quanto seu semblante ficava leve, sem toda aquela amargura e desconforto que tanto o atormentavam.
Pensei em como me senti traída quando você se casou, pois havia me dito que jamais se casaria. “Sempre e nunca” realmente são palavras que não se deve dizer.
Pois é, se fosse para se casar, deveria ter sido comigo. “Eu” estive com você naqueles momentos de tormenta. “Eu” vi você se escondendo dos professores por vergonha de si mesmo. “Eu” ouvi suas histórias aterrorizadoras, algumas das quais acabaram em suicídio. “Eu” estive inteira com você!
“Eu” quis agradá-lo sexualmente, quando minha sexualidade estava em colapso, por conta de  dores anteriores.
“Eu” tive uma filha sua e esperei por muito tempo que você se estabilizasse e pudéssemos ser uma família, pois acreditei que havia amor entre nós. (Verdade que nunca me prometeu nada, tenho que admitir).
Eu amei tanto você!
Hoje, tantas vezes olho para o lado vazio da minha cama e sinto falta das nossas brincadeiras, do abraço, dos carinhos e da nossa intimidade. Foram poucas vezes, mas significaram muito para mim.
É claro que também me lembro das dores que prefiro omitir aqui, e que se meu coração fosse sensato, me faria vê-las do tamanho que realmente são e não minimizadas pelos meus sentimentos.
Hoje eu me lembrei de você e tive saudade, de um tempo que não vai voltar e da vida que eu deixei passar.