domingo, 21 de agosto de 2011
Um pouco de mim nas plantas, nas flores e no estado de espírito.
"Somos criaturas estranhas e muita coisa acaba não fazendo diferença no fim das contas." (do filme Ao entardecer - Evening- 2007)
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Um recado para quem mora em condomínio
Devido ao aumento de atitudes inadequadas por parte de alguns moradores, coloco aqui algumas sugestões para serem avaliadas por todos:
É totalmente inadequado:
· Jogar objetos (chaves ou utensílios) do apartamento para o pátio e vice-versa (uma cópia de chave custa tão barato!);
· Chamar o morador ou familiar, do pátio para o apartamento e vice-versa, ou manter conversação desse modo. (o interfone existe para tal finalidade);
· Usar calçados com salto durante o trajeto pelo apartamento, o que incomoda o vizinho. (deixe na porta do apartamento e coloque ao sair);
· Permitir que as crianças gritem, corram ou façam barulho excessivo, por longo período ou após às 22h (especialmente se não forem moradores); peça aos seus visitantes, com delicadeza, é claro, para seguirem as normas de silêncio do condomínio;
· Atender ao celular, falando alto, durante o percurso de entrada no condomínio até o apartamento ou mesmo no pátio;
· Ouvir som em alto volume. (use fones de ouvido nesse caso);
· Falar alto na porta do apartamento, no trajeto das escadas e entrada do bloco (algumas pessoas estudam e/ou preparam aulas e estão sendo prejudicadas por tais atitudes);
· Falar alto com membro da família, estando um no quarto e outro na cozinha (ninguém precisa ouvir o que as famílias conversam (ou gritam, nesse caso));
· Bater a porta de entrada do bloco ou do apartamento ao entrar ou sair;
· Jogar lixo, pontas de cigarro, papel de bala ou similares pelo pátio e/ou escadas;
Parece intolerância, mas pense se vários moradores fizerem isso ao mesmo tempo, o que será.
Quando nos educamos, respeitamos os outros e somos respeitados por eles. Lembre-se, portanto, de dar o bom exemplo. Faça a sua parte.
É importante lembrar que vivemos em um condomínio e que o espaço não é só nosso, temos que dividir esse espaço e temos a obrigação de mantê-lo harmonioso. Pessoas têm horários diferentes, dormem em horários diferentes: Não é porque você dorme cedo e acorda cedo, que tem o direito de fazer barulho quando acorda. Ou o oposto, você dorme tarde e então se acha no direito de fazer barulho até tarde. Uma pessoa pode ter tido uma noite ruim e precisar descansar um pouco mais. Outra pode ter trabalhado a noite e naturalmente precisará dormir durante o dia. São somente alguns exemplos das necessidades alheias. Pense a respeito.
Na verdade, o que é preciso é ter bom senso. Coloque-se no lugar da outra pessoa e veja como você gostaria de ser tratado.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
As escolhas
As escolhas
Por duas vezes ouvi dizer que alguém morreu de tristeza. Uma dessas pessoas era relativamente próxima a mim.
Essa pessoa de nome A. era rica e muito autoritária. Outra pessoa de nome M. foi trabalhar na casa de A., e ficou por lá por pouco mais de 50 anos. Elas viveram muitas coisas, boas e más, como acontece com quaisquer pessoas que vivam juntas.
Nos últimos anos de vida de M., A. estava tornando-se insuportável, sei lá se pela velhice, ou por ser o jeito dela ser mesmo. Acontece que M. já não tolerava mais suas grosserias e pensava seriamente em deixá-la e seguir com o que lhe restava de vida.
O destino porém, senhor do tempo e dos resgates, fez com que M. falecesse e quando A. foi informada do acontecido, uma enorme apatia tomou conta de seu ser e, tendo se recusado a se alimentar, faleceu um mês após sua companheira de tantas alegrias e pesares.
A outra história que ouvi foi sobre uma moça, que em tempos de guerra, foi obrigada pelos seus algozes, a matar a própria filha e, passado alguns dias também faleceu de tristeza.
A frase: “Cuidado com o que deseja, pois pode conseguir.”, nos alerta sobre o fato de conseguir o que deseja, mas não da forma como se deseja.
Uma mulher sonhou desde a adolescência com um bom marido e filhos, porque isso , uma família, faltou-lhe após o falecimento de sua mãe.
Num determinado momento da vida, após tantos encontros e desencontros, ela encontrou um homem, o qual ela achou ser seu companheiro, pois ela era dessas pessoas que precisam de alguém do lado para suprir suas carências. Mas não foi dessa vez.
De outro relacionamento também conturbado, nasceu seu único rebento e, durante a ausência permanente do seu homem, o amor pelo filhote supriu as necessidades de afeto.
Acontece que os filhos crescem e têm opiniões próprias e necessidades diferentes e em geral são guiados pelo mundo externo, que aparentemente tem tantos atrativos e promessas, que nada mais importa senão suas realizações pessoais.
E como quase sempre acontece, os pais, nesse caso, a mãe, tem as características de nunca apoiar, nem compartilhar, de ser um bicho arisco e autista.
Acontece que não sendo muito evoluído, ♫...o perdão também cansa de perdoar...♫.
Quem acusa de não receber apoio, apóia ou só quer ser apoiado.
Você compartilha com os desejos do outro ou só quer que compartilhem com você, sobre você e você e...você.
Consegue se lembrar da última vez que fez mais do que só lavar uma louça ou limpar a sujeira do cão? Ah, mas isso não é importante, o importante é estar juntos, é compartilhar acontecimentos!
Ah é? Você conhece alguma casa que se limpa sozinha, roupa que se lava e passa sozinha, cão que toma banho sozinho, que lava a própria roupa, cama e utensílios. E um cão que compre ração? Casa que vá ao supermercado e supra as necessidades da família? Que família!?
Desculpe, o amor é bom, mas limpeza é essencial.
O pior de tudo é a cara de não sei o que está acontecendo, não sei o que eu fiz. Eu não percebo que faço isso.
Quando vai notar? Quando espera crescer? Quando vai parar de ser o centro das atenções e acordar para a vida? Quase 22.
Mas você tem mais tempo do que eu!
E você é mais jovem do que eu, tem mais saúde do que eu...,e mora aqui, pelo menos por enquanto!
Enquanto isso expresso minha tristeza e desapontamento, ficando calada e vivendo minha solidão como posso.
E vou limpando, lavando, passando, comprando, cuidando e mesmo perdoando, até quando agüentar.
E tudo o que essa mulher lamenta, é não ter encontrado ainda a pessoa que ela passou a vida procurando. Mas o destino, senhor dos resgates, deve ter um bom motivo para fazer assim. E, se cada um recebe aquilo que merece, não quero nem imaginar o que essa mulher andou aprontando em suas vidas anteriores!
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Sobre Homossexualidade e homofobia
Minha opinião está longe de ser a mais acertada, mas é como eu vejo essa questão que tem causado tanto desconforto em nossos dias.
O relacionamento amoroso entre dois homens ou duas mulheres
não é uma novidade do nosso tempo, eles existem e persistem há séculos.
O fato de uma pessoa sentir atração pela outra do mesmo sexo, não traduz, ao meu ver, uma patologia física. Com todo o respeito que os homossexuais merecem, acredito que tenha mais a ver com um resgate espiritual.
A explicação que mais sensata me pareceu, é a de cunho religioso, que respeita à todos e que não exclui ninguém do amor divino, por ser "diferente" da maioria. Refere-se ao fato de vivermos várias vidas e nelas, alternarmos entre a sexualidade masculina e feminina.
Esse alternar entre ser homem ou mulher, traz como benefício, a razão e a sensibilidade estarem em equilíbrio no ser, independente da sua condição sexual.
Quando ocorre um abuso da condição sexual numa determinada encarnação, (por exemplo, com uma vida sexual desregrada), o desequilíbrio acontece, e o ser volta impregnado pela sexualidade anterior, e isso ocorre até que, por livre-arbítrio, esse ser resolva-se pelo amor e não pelo desregramento.
Da mesma forma ocorre com os desregramentos entre heteros, para que se entenda que não há uma perseguição com um ou outro.
Da mesma forma ocorre com os desregramentos entre heteros, para que se entenda que não há uma perseguição com um ou outro.
Num mundo em que o amor é quase sempre banalizado e o sexo é para muitos, quase uma perversão, não é de se estranhar que haja um desequilíbrio tão grande em termos de amor-sexo.
O resultado não é o amor entre duas pessoas do mesmo sexo e sim, sexo entre duas pessoas do mesmo sexo.
O mundo tem vivenciado uma sede de experimentar novidades e muitas vezes isso se dá apenas por falta de equilíbrio emocional, e não propriamente pela real atração que o mesmo sexo exerce sobre determinada pessoa. Nesse ponto, a mídia tem estimulado essa ocorrência, pois coloca a homossexualidade como luxúria e não como amor, o que evidentemente atrai mais a atenção do público.
O amor vale de todas as formas, enquanto amor. O que fere aos olhos é a banalização, que mesmo nos heteros é repreensível.
O que não justifica, é sair por aí, com atitudes provocativas, gestos exagerados e indumentárias chamativas e bizarras.
O amor se reflete no companheirismo, nas gentilezas e na lealdade, e o sexual, na intimidade do casal. Isso para homos e heteros.
Quanto à homofobia, é o resultado de uma sociedade hipócrita e sem respeito por sua própria raça. Os exageros nunca são bem-vindos, pois respeito é bom e todo mundo gosta!
Quanto à homofobia, é o resultado de uma sociedade hipócrita e sem respeito por sua própria raça. Os exageros nunca são bem-vindos, pois respeito é bom e todo mundo gosta!
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