quarta-feira, 5 de maio de 2010

Adicionais da infância



"Quem tem um porquê para viver pode suportar quase qualquer coisa."
(Nietzsche)


Meus pais eram católicos, mas só me lembro da minha mãe indo com a gente à igreja. Bem cedo eu desconfiei dos propósitos da igreja, ao ver o padre fazer, fora da missa, o que dizia ser errado, enquanto durante a mesma. Ele fumava, brigava com as pessoas, era arrogante, etc. Mas quando fiz o preparatório para a primeira comunhão, fiquei apaixonada por um padre angolano, que era a bondade em pessoa, o Padre Vitor.
Parece que não havia brigas entre meus pais, porque não me lembro de nada significativo.
Meu pai era semi analfabeto e minha mãe cursou os quatro primeiros anos escolares.
Segundo relatos, ele dizia que os filhos seriam médicos, engenheiros ou advogados, mas a filha não iria estudar porque ele não queria que ela fosse "alvo" de maus elementos. Só a filha fez faculdade e gosta de estudar.
Não havia o hábito de ler, ou atividades em conjunto, mesmo porque, com cinco filhos, minha mãe fazia milagre para manter a casa em ordem, alimentar-nos e ainda costurar nossas roupas.
Aos domingos à tarde íamos à casa de um tio materno para assistir televisão.
Tive um tio polonês e um japonês, casados com as irmãs do meu pai. O último, me ensinou algumas palavras e a contar em japonês. Era uma boa pessoa também, meu tio Minoru. Ele tinha um carro grande, um Galaxie, e de vez em quando nos levava para passear.

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