"Quem tem um porquê para viver pode suportar quase qualquer coisa."
(Nietzsche)

Meus pais eram católicos, mas só me lembro da minha mãe indo com a gente à igreja. Bem cedo eu desconfiei dos propósitos da igreja, ao ver o padre fazer, fora da missa, o que dizia ser errado, enquanto durante a mesma. Ele fumava, brigava com as pessoas, era arrogante, etc. Mas quando fiz o preparatório para a primeira comunhão, fiquei apaixonada por um padre angolano, que era a bondade em pessoa, o Padre Vitor.
Parece que não havia brigas entre meus pais, porque não me lembro de nada significativo.
Meu pai era semi analfabeto e minha mãe cursou os quatro primeiros anos escolares.
Segundo relatos, ele dizia que os filhos seriam médicos, engenheiros ou advogados, mas a filha não iria estudar porque ele não queria que ela fosse "alvo" de maus elementos. Só a filha fez faculdade e gosta de estudar.
Não havia o hábito de ler, ou atividades em conjunto, mesmo porque, com cinco filhos, minha mãe fazia milagre para manter a casa em ordem, alimentar-nos e ainda costurar nossas roupas.
Aos domingos à tarde íamos à casa de um tio materno para assistir televisão.
Tive um tio polonês e um japonês, casados com as irmãs do meu pai. O último, me ensinou algumas palavras e a contar em japonês. Era uma boa pessoa também, meu tio Minoru. Ele tinha um carro grande, um Galaxie, e de vez em quando nos levava para passear.

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