sexta-feira, 6 de julho de 2012

Minha cachorra morreu!

Em 25 de novembro de 1998, nascia a Nana, primeiramente chamada de Clarinha, e após quase 3 meses, ela veio morar conosco e foi uma grande alegria.


A Nana sempre foi amorosa e aprendeu rápido, onde fazer as necessidades e como se comportar.
Ela também foi muito amada e alegrou nossas vidas por quase 14 anos.
Minha filha tinha adoração por ela, chegava até a dormir com ela muitas vezes.
Quando nos mudamos para um condomínio, sua alegria era enorme, pois podia correr em volta dos blocos e podíamos ver rabinho girar como se fosse uma hélice de ventilador. Ela corria e latia de felicidade. Os poucos moradores sempre gostaram muito dela, pela docilidade.
Passado algum tempo e com mais moradores, foi decidido que cães não poderiam mais correr pelo condomínio e assim, ela ficou triste em não poder mais correr livre e solta. Na coleira ela ficava ansiosa e não era a mesma alegria.






Alguns anos se passaram e minha cachorra estava ficando com os pelos brancos, ficou mais chorona, tinha muito medo dos fogos de artifício e latia muito quando chegava alguém ou quando o interfone tocava.
Minha paciência também estava muito menor, devido ao stress sofrido pelos acontecimentos nos últimos anos: perda do emprego, algumas tentativas frustadas de ganhar dinheiro, aborrecimentos com vizinhos mal educados, depressão, etc.




 No último mês, entre suspeita de ciúme, devido ao acolhimento de uma gatinha de rua, e cinomose, ficamos sabendo que sua idade já era avançada e que estava com insuficiênica renal. Depois veio a notícia do sopro cardíaco, de problemas respiratórios, uma convulsão no colo da minha filha e uma piora gradativa do seu estado, até que o veterinário, sugeriu a eutanásia, por não querer prolongar seu sofrimento.
Ela morreu com a gente ao lado dela, nos despedindo dela com todo o carinho que pudemos dar e com o sofrimento de perder alguém que a gente ama muito. Na noite anterior, eu cantei para ela, agradeci pelo tempo que passamos juntas, dos passeios que fizemos, das corridas, do "pode ir dando que é meu" (quando a gente brincava com o osso dela), da forma como essa 'ronronava' quando fazíamos carinho e também dizendo que se estivesse muito difícil, que ela podia ir embora para um lugar bem bonito e melhor. Também pedi desculpas pelas vezes que não tive paciência com ela.


Eu só quero  dizer que vc sempre será a pitutu da mãe, que você estará sempre no meu coração e que foi muito bom ter o privilégio de tê-la por perto, mesmo nas vezes em que eu não soube valorizar seu amor incondicional por nós. Deus a abençoe e proteja e a mantenha num lugar maravilhoso, onde a liberdade e o amor estejam com você.
Vou sentir muita saudade, venha me visitar em sonho, só para eu poder brincar um pouquinho mais com você! Meu amor para você!
                                     *25 Nov 1998 -        +02 Jul 2012

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