“Eu não me importo com o que os outros pensam sobre o que eu faço,
mas eu me importo muito com o que eu penso sobre o que eu faço."
(Theodore Roosevelt)
Meu Deus! Quanto tempo leva para alguém saber o que realmente deseja?
Minha existência é um constante nicho de insatisfação, e quando me pergunto o que realmente quero, é difícil descrever exatamente, ou aproximadamente, pois sempre há um defeito a ser observado.
Estou lendo um livro que diz algo como: Preste atenção aos fatos que se repetem em sua vida e eis o que merece atenção, pois é aí que você precisa melhorar.
O padrão da minha vida é estar sozinha. Minha mãe morreu cedo, meu pai era ausente, meus irmãos se tornaram fracos, meus relacionamentos não foram produtivos, com exceção ao nascimento da minha filha e minhas amizades são superficiais. Obviamente tenho uma grande parcela nisso, mas sinceramente não sei como resolver.
Penso que gostaria de ter uma família grande, mas meu desejo é de uma família perfeita, unida, onde há diálogo, conversas interessantes, pessoas inteligentes, educadas e bem humoradas. Já sei, não existe!
Penso em ter amigos leais, daqueles que vêm até sua casa pela manhã, cozinham juntos com você, riem, conversam, brincam e não são cansativos a ponto de você não ver a hora deles irem embora com seus rebentos barulhentos e mal-educados, ou daquele marido inconveniente e folgado, ou daquela mulher que só fala de novela e dietas ou pior ainda, sobre religião. Putz, não conheço ninguém assim também!
Namorado nem falo mais, porque parece que sou a pessoa mais desinteressante do mundo, não me lembro mais quando alguém se interessou por mim. Nesse aspecto eu faço mea culpa, pois fechei muitas possibilidades com meus medos em relação a minha filha e depois perdi a noção de como poderia voltar a acontecer. Ouvi dizer outro dia, que eu parei de olhar para os lados...
Então vem a idéia de viajar, conhecer lugares legais, fotografar, boa comida e...ah é não tenho dinheiro para tanto!
E então vem a pior parte da descoberta: E eu, sou uma pessoa legal, daquelas que as pessoas querem ter por perto? Minhas conversas são interessantes, o que eu tenho para oferecer que faria alguém me chamar para sair ou para compartilhar um almoço ou um dia entre amigos ou família. Ou mesmo, o que tenho feito para mudar essa situação? Hummmmm...
Acho que estou começando a não gostar desta reflexão! : (
Ou então as pessoas estão cada vez mais centradas em suas vidas e não há espaço para essas bobagens de laços de amizade e amor.
Que droga, porque eu simplesmente não me conformo, vivo a vida de alguém de 50 anos, aposentada e sem atrativos e espero o tempo passar, igual a tantas outras pessoas que conheço!
Por outro lado, não sei se tenho coragem de recomeçar e tentar me mostrar para um mundo que como já disse outro dia, tem me rejeitado informal e decisivamente (ou algo assim).




Nenhum comentário:
Postar um comentário