“A maior parte de nossa felicidade
depende de nossa atitude e
não das circunstâncias."
(Martha Washington)
Quando criança, queria ser professora, achava que saber e poder ensinar era algo fantástico (ainda acho);
depois quis ser atriz, pois interpretar, dançar e cantar era algo energético e fazia da minha vida monótona, algo incrívelmente mágico.
Na adolescência, queria muito jogar handball e ser da seleção pra sempre.
Quando comecei a trabalhar, senti muito amor pelo hospital, pacientes, e a parte humanitária de mim falou mais alto e talvez o que eu não conseguia consertar em mim, poderia ser feito pelos outros, e acabei por querer fazer medicina, o que a realidade me mostrou não ser possível again. Optei, então, por Psicologia. A paixão durou até eu descobrir que precisava de terapia e muitos curso de especialização, para ser tão boa quanto desejava e me conformei em estar prestando serviços num hospital, como técnica e conseguindo pagar minhas contas e "cuidando" da família. Trabalhei por 30 anos como técnica em Medicina Nuclear e acabei me aposentando como tal.
Nesse meio tempo, tirei carta de motorista, rompi um namoro de 5 anos e meio, tentei fazer vestibular para Medicina, tive um namoro conturbado e tive a minha filha, tentei estudar inglês sozinha, fiz um curso inacabado de Prótese Dentária no Senac e aulas de pintura em tela (alguns até saíram bons).
Quando estava prestes a me aposentar, a frase que eu mais dizia era "Quando eu me aposentar...." vou fazer academia, meus cursos de artesanatos, a dieta pois engordei 30 quilos em 20 anos, viajar e aproveitar a vida.
Bom, me aposentei, o salário caiu 48%, não consegui terminar de pagar o apartamento, pois fui demitida e várias coisas ficaram pelo caminho.
Há cerca de um ano, resolvi começar a fazer algo para aumentar a renda, então comecei a pesquisar sobre sabonetes artesanais e similares. Gostei, comprei os materiais e fiz muitas coisas interessantes, mas não foi pra frente. Vendi algumas coisas, recebi alguns elogios e ficou por isso mesmo. A verdade é que sou boa para fazer, mas não sei vender. Sou um fracasso nessa parte.
Antes disso tive uma temporada de fazer pães: integral, centeio, doce, recheado, grãos,etc. Eram bons também.
Depois dos sabonetes, a Alice sugeriu que eu fizesse algum alimento, pois todos compram coisas para comer, comecei a fazer pães de mel e alfajores. Fez sucesso. Ela levava para o Cursinho e tivemos uns meses de boas vendas. Quando terminou o ano, estava muito calor e sem cursinho, as vendas começaram a cair até não vendermos nada. Mas comemos tudo! ahahaha
Este ano eu quis enfrentar as trufas que não deram certo ano passado e elas finalmente deram certo. Minha hesitação em sair para vendê-las é que estragou muito do meu sucesso. Depois de um tempo, a Alice acabou levando para a USP e vendia um pouco. Bem pouco comparado ao cursinho,mas tudo bem.
Agora, mês de Julho, após terminar aulas e provas de inglês, resolvi pegar umas receitas de casaquinhos de bebê em trico pela net e, pasmem, ficou bonitinho. Para combinar fiz também um sapatinho;e outro, que deu meio errado e uma meia meio estranha, mas que quase se parece com uma meia (haha) para a Alice.



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