Aqui estou novamente para relatar minhas últimas vivências.
Com total sinceridade, sinto muita inveja das pessoas que tem seus filhos pequenos, como a Carol e outras que terão os seus primeiros filhos, como a Nivea.
Essa inveja vem em forma de saudade de estar com a pureza das crianças e ainda pelo meu mais profundo amor por elas.
Já disse inúmeras vezes que é uma pena que crescem, pois eu teria tido mais duas pelo menos. Por esse motivo eu me permito ser egoísta e invejosa!
Numa dessas visitas pelo Facebook, e, ao ler alguns comentários, resolvi pegar minhas anotações sobre o desenvolvimento da Alice e coloquei-as aqui, fazendo pouco sentido, mas divertindo a mim mesma com essas lembranças.
O ano começou com uma viagem a um sítio de amigos nossos, o que não foi exatamente uma boa viagem. O local é próximo,(cerca de 40 minutos), a vista é linda, mas as pessoas, como sempre acontece, não ajudam muito. (ou eu sou muito exigente, ou os dois!). Higiene para mim é muito importante, cooperação também. Pessoas que acham que precisam descansar às custas dos outros, e ficam bebendo , dormindo e comendo, em excesso (não nessa ordem) são um saco. E adolescente narcisista, que tira 500 fotos, de tudo quanto é posição (tipo aquelas poses bizarras de Orkut), é um pesadelo também. Pior ainda é aquele que tudo quanto é assunto, conhece alguém que passou, e sua estória tem que ser a melhor e, claro, sempre tem razão. E ainda, não sabe perder nos jogos, sejam quais forem.
Bom, pesadelos à parte, tinha uma vista linda, como eu já disse, tinha um potrinho muito engraçado, que vinha até a gente para brincar e morder.
Minha cã (Nana), toda feliz, achando que tinha conhecido a Princesa Isabel, saía por todos os lados e se enfiava em todos os matagais, achando que a liberdade lhe sorria. Já não queria mais comer ração, pois meu generoso amigo, dava-lhe carnes e guloseimas aos montes. E a cara de pau, ignorava meus chamados para parar de achar que estavam todos fazendo churrasco só para ela.
Ficou feliz da vida, até ser jogada na piscina e arranhar a Alice, pois nunca se aventurou pelas águas; acha melhor o solo firme.
A melhor parte foi o churrasco, os jogos e o potrinho, onde tivemos bons momentos.
Meu amigo J. é cabelereiro e nós estávamos zuando ele, como sendo Jacques Le Claire....ou algo assim... Super gente fina esse moço!
As coisas sempre podem piorar, então chegou uma conhecida da Alice, vinda do México, que estava com problemas com hospedagem e algumas outras coisas. Sendo filha da Regina, ela se comoveu com a estória e me pediu para alojá-la em nossa casa.
A pessoa começou por pegar alimentos e utensílios, sem pedir. Não me lembro de ter dito que aqui era "a casa da sogra, ou da mãe Joana". Depois de uns dias, vimos que punha os pés no sofá para ler, ocupava o melhor lugar para assistir tv, pedia para olhar na geladeira, pois não queria comer o que estava na mesa (achava que tinha engordado), usava nosso creme dental, nosso sabonete, nossa toalha.
Por fim, meus olhares já extremamente reprovadores, a fizeram deixar a casa. Lamento, mas não tenho dinheiro para sustentar quem vem de outro país, com iphone, computador da Apple, viaja todo fim de semana e não compra nem mesmo uma banana para ajudar , (mas come como adolescente, em fúria de crescimento).
Aprendida a lição, estamos em dias de paz e com a resolução de perder peso (estou em dieta rígida há 3 dias) e com o compromisso de nos tornarmos vegetarianas. Daqui a seis meses faremos exames para saber se está tudo bem e se aguentamos.
Estou lendo "O Misterioso caso de Styles" de Agatha Christie; fazendo fisioterapia, pois estou com pequenas hérnias de disco e artrose, na coluna; e a Alice vai dar aulas de inglês numa escola chamada "Seven".
Acho que é tudo, por enquanto!














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