sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Respeito e consideração

“Uma pessoa não é medida pelas vezes que cai, mas sim pela elegância com que se levanta."
                        (Charles Chaplin)



Algumas vezes as pessoas pensam que estão fazendo um elogio, ou simplesmente sendo gentis, quando na verdade estão sendo até mesmo grosseiras. Digo isso porque certa vez, tentando dizer a uma pessoa que conseguia entender seu momento de tristeza e depressão, falei sobre sua sensibilidade e disse eu também fazia parte do mundo dos "weirds", (que quer dizer, estranhos, esquisitos, em inglês). Depois de algum tempo, percebi que essa pessoa não tem quase nada de estranha, pois "parece" levar uma vida bem normal até, enquanto que eu, continuo com minhas esquisitices e tal.
Isso tudo para contar que certa vez, fui conhecer os familiares do meu então namorado, e que recebi os seguintes elogios, pós visita: "- ela tem olhos e dentes bonitos, um bom sorriso, e fica bem de saia branca."
Na hora em que ouvi essas colocações, não pude deixar de emitir meu zombeteiro comentário: "nossa, estou me sentindo um cavalo em exposição: - os dentes estão perfeitos, o pelo é razoável e o casco foi trocado recentemente..."
Na verdade, era quase óbvio, que o final do comentário deles fosse o seguinte: "o que você realmente quer com "esse tipo" de moça?, vindo do "amável" pai dele. Pois é gente, esse tipo de moça, sou eu, a escória da sociedade, que carrega o sobrenome Pereira da Silva (que verdade seja dita, é também de muitos bandidos e gente da ralé (quem sou eu mesmo?)), mas a vida tem dessas coisas e foi só um lembrete infeliz, de uma época em que eu estava apaixonada e achava que poderia mudar a forma das pessoas verem as menos favorecidas, com algum respeito e consideração. Só que eu fui me meter com "um tipo de gente" que considera ter dinheiro (e eles nem tinham tanto assim!) como definidor de caráter, educação e ética.
Pois eu posso afirmar de carteirinha, que a pessoa mais educada que conheci, era analfabeta e pobre: minha tia Lurdes.
Nem sei bem porque resolvi postar isso, mas está dito!
E eu sou tão burra que ainda tive uma filha desse infeliz, que nem ao menos contou ao pais sobre a existência da menina. Lamento muito filha, não ter dado a você, uma família de nenhum dos lados (pai e mãe), pois sinto terrivelmente a falta de alguém, em muitos momentos e muito provavelmente você também sentirá em alguma fase da vida (acho que já sentiu!) a necessidade de poder contar com algum deles. 

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